"O teu destino és tu quem fazes"

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Tu só precisas de acordar e perceber que a vida não te vai dar aquilo que tu queres. Tu podes sonhar até não dar para mais, mas se tu não abrires os teus olhos para correres atrás dos teus sonhos, nenhum deles irá realmente valer a pena. Tu tens que encontrar o mundo que existe dentro de ti e moldá-lo à medida desses sonhos; tens que vivê-lo de modo a que ele não te escorra por entre os dedos sem dares conta.
A tua vida não fará o mínimo sentido se for tudo fácil. Qualquer obstáculo que te possa surgir pelo caminho é um desafio que terás de superar para mostrares a ti própria que vale a pena lutar por aquilo que está lá à frente à tua espera.
Poderia dizer-te muita coisas sobre o destino e começava logo pelo cliché de cada dia: "o teu destino és tu quem fazes". Tantos enganos. Tantos desassossegos. Tantas dúvidas. Tantas falhas. Quem sabe se isso não foi tu que escolheste. Era só uma paixão e já julgavas que fosse amor. Era só um raio de sol por entre as nuvens e tu já dizias que era verão. Era só uma pinga de chuva e tu já anunciavas a tempestade. Tu deixaste-te adormecer e passou muita coisa lá fora.
"O teu destino és tu quem fazes", lembraste?


Podia chamar-lhe "desabafo".

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Arriscar era mesmo necessário. Sentir o sabor de um novo beijo, ouvir um novo sussurro ao ouvido e mergulhar num novo perfume. Repetir a dose quantas vezes fosse preciso; arriscar sempre e nunca se arrepender.
Arriscar era mesmo necessário nem que fosse para matar o desejo e livrar-se da confusão na minha cabeça. Permitir-se. Entregar-se. Chorar novamente, se assim for necessário. Mas arriscar, porque se não arriscarmos tudo segue um plano monótono e vira rotina.

É impossível, disse o orgulho. É arriscado, disse a experiência. É inútil, disse a razão. Dá nem que seja uma única oportunidade, sussurrou o coração.



O pior pesadelo.

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Tanta coisa acontece que eu não consigo nem considerar se devo chorar ou continuar a sorrir. É uma confusão danada e parece que cada vez me abala mais e quanto mais eu me esforço para ser forte, mais a minha vida se desmorona. E eu choro porque chorar não é um erro. Choro porque só eu sei como é doloroso guardar tantos sentimentos dentro de mim e ver que todos lá fora continuam dizendo que sou fraca, sem imaginarem quão é difícil escrever histórias entre um rabisco e outro, em folhas amachucadas e que depois acabarão por servir apenas para deitar na fogueira.
Ninguém sabe como é morrer no meio da multidão e continuar vivendo. Sorrir e fechar os olhos para impedir que as lágrimas apareçam. Olhar-se ao espelho e querer vomitar ao ver o seu próprio reflexo. Ninguém sabe como é sentir-se um grande nada, sem tão só um abraço nem que seja simples. Sentir-se cansada, querer desistir da vida, despedir-se de si própria todas as noites na esperança de aquela ser a última vez que estarei acordada.
E toda a minha alma perdeu-se naquela caminho. Toda a minha paixão pela vida resumiu-se a cinzas; o tempo queimou-a. Todos os meus sonhos ficaram apenas entre as linhas do meu diário, sozinhos e vazios, quase tanto como eu.
Depois simplesmente acordo. Simplesmente. Mais um dia, mais um desafio, mais uma tentativa. Só não me perguntes como eu estou; não me faças relembrar, não me faças chorar.


— Tens de ser forte.
— Ser forte é tudo o que me resta!

Revelação Inesperada.

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Sempre há aquela pessoa que se revela mais interessante do que aquilo que aparentava. Aquela pessoa que já conhecemos há algum tempo e nunca demos conta que ela nos faz bem. Aquela pessoa que nos faz sorrir sem ela própria dar por isso, apenas age naturalmente. Aquela pessoa que enche a nossa alma quando esta se encontra totalmente perdida e vazia. Aquela pessoa que só de ouvir o nome dela já ficamos mais alegres.
(Re)conheci uma pessoa assim e ainda bem que dei essa oportunidade a mim própria. Por muita tempestade que haja dentro de mim nesta fase da minha vida, mesmo tendo sido trocada, traída, usada e gozada, consigo sorrir e afastar da minha mente todas as más ideias. Consigo manter a cabeça no sítio, sem desesperar. Consigo seguir em frente e sentir-me equilibrada.
Thanks Dudu!*


Texto sem título.

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Tinha entre quinze e vinte anos. Andava com um olhar triste, um coração meio vazio, meio cheio, e alguns trocos no bolso. Carregava grandes cicatrizes e conseguia sempre disfarçá-las com sorrisos muito bem ensaiados. Era profunda e, se me cruzasse com ela por aí, diria que andava sempre a sonhar. Um narrador observador é quase sempre alguém frustrado porque detalha tudo na perfeição, assim como jamais alguém conseguirá ser. Posto isto, declaro-me omnisciente. A menina era misteriosa para todos (palavra sem graça, sem cor e desmancha prazeres; sempre quis evitar todos os quase que me pudessem surgir pelo caminho). Ela era indecifrável.
Ela fechou os olhos durante a sua primeira queda e mesmo assim conseguiu observar tudo. Para a próxima ela ja sabe como agir e sabe que só passará pela mesma queda se não aprendeu nada com esta. O "repeat" só acontece se nós quisermos e assim é o amor. Ela estava gasta de tentar ser protagonista em histórias que nunca precisaram do papel dela. Ela esqueceu-se que é livre para se entregar quantas vezes quiser e não é por uma ter falhado que as outras irão falhar também. O livre arbítrio nunca foi errado. Ela tem de encontrar em si a força que realmente tem e aproveitar toda a inspiração que lhe invade os pensamentos antes de dormir. A menina do sorriso treinado pode finalmente ser a menina do sorriso verdadeiro.
A vida não faz o mínimo sentido se nós não sairmos da nossa zona de conforto, se não formos capazes de nos desafiarmos a nós próprios e de entrarmos em novos caminhos. É preciso viver de modo a que tudo pareça um mito. Viver, porque a nossa única certeza é que um dia tudo acaba.


Inocência revelada.

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Tu tentas fingir e para mim isso é tão inexplicável. Eu não consigo resistir. Não consigo nem fingir que resisto. Aquela loucura tomou conta de mim e parece que a cada minuto que passa quero-te mais perto de mim, mais quente, com a respiração mais ofegante, com o olhar mais intenso, com as mãos a agarrar-me... forte, louco, sem largar, sem permitir afastar-me. Rasga a minha roupa e ama-me de todas as formas. Beija-me com gosto a mel, com gosto a café, morango, baunilha, chocolate ou, se quiseres, heroína. Daquela que vicia, daquela que droga e nos faz viajar por mundos além. Não tenhas medo porque tu sabes que nós os dois é sempre a arriscar. 
Tu só me confundes cada vez mais. Chegas sem querer nada e acabas por levar tudo. Eu sinto o teu desejo em cada olhar e esse fogo a crescer. Sussurro ao teu ouvido que a noite é nossa amiga e reconheço de imediato a tua satisfação. Cada olhar é como uma ordem e nós nunca precisamos de dicas.
O teu corpo colado ao meu. O teu abraço forte. A tua respiração descontrolada. O teu beijo molhado. O tu cheiro viciante. O teu desejo desvendado... Deitemos na cama e serás só meu outra vez.


Doces memórias. Doce passado!

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Sinto-me um pouco vazia e desdobro-me para tentar entender se é melhor estar vazia ou cheia de algo que nem eu sei o que é. Todo o meu sentimento nunca coube na tinta da caneta nem num simples papel. Sempre transbordei por não saber conter-me, por não saber onde devia parar e guardar tudo para mim. Tento, hoje em dia, espremer-me para conseguir não sofrer mais de tanto ter algo em mim e acabo por ter menos do que o que preciso e não consigo nem escrever uma única frase aceitável.
Tudo o que me resta é apenas a nossa fotografia e tu continuas a insistir que aquilo é apenas uma fotografia. Na verdade, para mim, aquela "apenas uma fotografia" é o único restinho de esperança que eu ainda tenho, é a sensação de que, ali no papel, naquele instante e naquele lugar, nos conseguimos permanecer eternos e felizes, imponentes perante tudo aquilo que aconteceu depois do flash. Naquela fotografia nós conseguimos ser um do outro para além daquele período de tempo que estava destinado para nós e passem dez, cinquenta ou duzentos anos, ali seremos sempre nós a sorrir e a nutrir sentimentos mútuos um pelo outro.
Quando foco o meu olhar na dita fotografia, sinto uma força imensa a invadir-me e a consumir-me por dentro, como se aquela imagem fosse a razão pela qual eu sigo em frente, na certeza de que tenho coragem suficiente para ultrapassar, ver as feridas a cicatrizar e a sorrir quando lembrar-me da razão pela qual as tenho. Como se aquela imagem fosse a minha motivação para fazer a minha vida da forma como quero, realizar os meus maiores sonhos e daqui a trinta anos, quando cruzar-me contigo por aí, uma dessas ruas da nossa pequena cidade, eu poder dizer orgulhosamente "Eu estou ótima. Estou ao lado de um homem que amo muito e tenho a vida que sempre quis ter. E tu, como estás?".
Sinto-me uma criança: inundada de felicidade quando deveria ter o coração partido. Não, meu amor, este amor foi verdadeiro. As memórias boas que ficaram são mais fortes que qualquer dor ou mágoa. O que me ensinaste foi melhor do que qualquer mal que me possas ter feito.

Com amor e respeito,
a primeira rapariga da tua vida.

Um leve devaneio meu.

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Naqueles olhos estava escrito tudo o que o meu coração precisava de saber. Naquelas palavras encaixavam-se perfeitamente todos os meus pensamentos. Naquelas brincadeiras estava a razão pela qual me apaixonei desta forma por ele. Foi tão delirante quanto eu imaginava. O seu gosto, o geito de chegar e ir embora, a forma de me tocar. Se ele soubesse o delírio que me causava, os suspiros que me tirava e quanto o meu coração batia mais rápido a cada vez que os nossos olharem encontravam-se e fixavam-se um no outro.
Ele: o rapaz que me dava o melhor abraço do planeta, que falava de um geito tão seu, que me fazia sentir raiva de propositadamente e que me trazia a paz que eu preciso e, o mais engraçado de tudo, o rapaz que olhava para mim e que apenas eu percebia o que ele queria transmitir.
É certo que todos temos um amor que não vivemos por medo ou por insegurança e o nosso é exemplo disso. Podíamos ter vivido um amor infinito, mas agora tudo isto apenas escorre pelas ruas da nossa cidade, lavado pelas chuvas e um pouco atrapalhado pelas buzinas do anoitecer a dentro.
Não estou a sofrer por ti. Não sinto vazio algum. Sinto apenas um leve devaneio por um passado que se perdeu, por um passado que nós não soubemos viver. O melhor lugar do mundo era lado a lado um do outro, pena que nenhum de nós deu conta.


O melhor de todos!

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Nome: melhor amigo.
Função: irritar-me, chatear-me, gozar de mim, chamar-me nomes, comer os meus bolos, beber os meus sumos e roubar-me gelados, tirar-me o telemóvel e escondê-lo, ir por-me a casa depois de todos os passeios e mandar-me mensagens para dizer que eu sou tonta (tive que resumir, porque se fosse para deixar aqui todas as maldades que ele me faz, seria mesmo uma coisa enorme).

Love you, pig.

"Identifico-me"

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“Um garoto e uma garota podem ser só amigos, mas vai chegar uma hora que eles vão se apaixonar um pelo outro, talvez temporariamente, talvez na hora errada, talvez tarde demais ou talvez para sempre.”

in: filme "500 dias com ela"

AboutTrueFriendship

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Amizade verdadeira é, no fundo, aquela que resiste ao tempo, à distância, às circunstâncias da vida e a tudo o que lhe apareça à frente.
Um amigo de verdade é, na maioria das vezes, aquele com quem podes passar dias ou semanas sem falar e quando voltares a fazê-lo, será como se nunca tivesse havido aquela pausa. É aquele que te abraça com palavras e que pode até estar na outra ponta do mundo, ele estará sempre presente. Foi o que eu aprendi com o tempo!
Nem sempre é preciso compartilhar uma infinidade de momentos para que estes se tornem inesquecíveis. Estes podem até ser poucos, mas se forem intensos e verdadeiros, ficarão na nossa memória para sempre.
É por isso, minha pequenina, que és tão importante para mim. É por isso que, longe ou perto, estou aqui para ajudar-te e desejar-te sempre o melhor desta vida. É por isso, florzinha, que esta década a teu lado foi tão boa e mantivemo-nos sempre imponentes à maldade alheia.


Gosto de ti daqui até a lua e da lua até aqui, a multiplicar por um trilião de vezes e elevado ao infinito. s2


O avesso daquilo que tu vês.

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Parece que hoje tudo está diferente. Até o gosto do meu café está mais amargo e eu deitei tanto açúcar como nas outras vezes. Quando bebi-o, senti-o descer suave e quente pela minha garganta. Consegui sentir um pouco de prazer, mas no instante seguinte a cafeína começou a atuar e a despertar todos os meus sentidos, coisa que eu menos queria! Despertou a saudade, a dor, a mágoa, a tristeza. Despertou também um pequeno sorriso, mas esse parecia-me totalmente insignificante.
Muita pouca gente sabe, mas mesmo com o meu ar de menina confiante eu sou muito insegura. Eu acho sempre que não sou boa o suficiente para ele. Sou insegura ao ponto de me comparar com outras raparigas e pensar para mim que eu nunca serei como elas e tu irás acabar por olhar para elas e provavelmente interessares-te. Eu sou estragada. Estrago as pessoas. Estrago os relacionamentos. Eu simplesmente deparei-me com tantas pessoas erradas que quando tu, a certa, vieste, a pessoa errada já era eu.
Não correr atrás não significa que não sinta nada nem que quero realmente desistir. Eu só acho que tu mereces de facto alguém melhor e que com certeza consegues arranjar outra mais bonita, mais simpática, mais divertida, mais... menos eu.
Maldito café que parece atuar cada vez mais forte no meu organismo! Fez-me sentir com toda a intensidade a dor de perder alguém por minha própria culpa. Perder alguém por culpa das minhas próprias palavras mal ditas, mal escritas e mal intencionadas. Culpa minha!
Acabei por beber mais um golo de café para ver se adormecia, fugindo da realidade, mas depois lembrei-me que a cafeína desperta. Já despertou.


Aquele sms difícil de mandar ...

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"Olá, meu menino."
Escrevi a mensagem e fitei-a com um ar desconfiado. Não fazia sentido nenhum. Já não és menino, muito menos és meu (ah, como eu queria que fosses!).
Bebi um golo de café e continuei a olhar para o telemóvel, tentando emendar o "meu menino" para uma outra expressão, dado que esta eu não podia de forma nenhuma usar, mesmo querendo tanto, quase tanto como que este café estivesse mais açucarado, mas isso era tão insignificante naquela altura.
"Olá."
Acabou por ficar assim a mensagem. Não pude acrescentar nada mais. Não porque não queria, mas sim porque sabia que estaria a pressionar-te e tinha de preservar a distância que prometi manter. Maldita hora que decidiste avançar e passar de amigo e algo mais que nem sei que nome esquisito é que irei dar, tendo eu agora que viver nesta confusão e ver o tempo passar, tornar-se escasso e fugir-me entre as mãos como pássaros que voam ansiando chegar a outro lado do mundo.
Hoje sinto-me fraca. Mais do que o normal. Sinto-me pequena, inútil, fracassada e a mais. Sinto-me gozada. Só te peço que não te esqueças que eu vou precisar, acima de tudo e mais do que nunca, da nossa amizade. Só te peço que não te esqueças que irei precisar sempre da tua força, da tua presença, do teu abraço de "estou a proteger-te" e dos momentos bons que já passamos e ambos sabemos que foram infinitos, mesmo sabendo que o tempo está a gozar connosco e a mostrar-nos como ele corre rápido pelas memórias, quase gritando pelo passado que já não irá voltar.

Vou manter-me aqui firme (chorando e gritando por dentro com saudades daquilo que sei que nunca tive nem terei).


" O fruto proibido é sempre o mais apetecível"

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Eles estavam só a conversar à entrada do apartamento, como habitualmente. Até que ele decidiu aproximar-se, afastar o cabelo dela e trincar o seu pescoço de uma forma completamente irresistível. Seguiram-se beijos longos, doces, atrevidos e, no fundo, muito apaixonados. As mãos dele desceram até à sua cintura e apertaram-na, puxando-a para mais perto dele. Pouco a pouco subiram para debaixo da camisola, enquanto ele conduzia-a para o outro lado, onde ninguém os visse, nunca separando os lábios. Inesperadamente a camisola dela já estava no chão e eles continuaram a insistir naquilo que era errado.


"Desculpa coração, terás de ser forte: já me apeguei".

Não querendo, eu quis!

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Eu sei que essa coisa de escrever sobre alguém que nos faz falta é um pouco mimimi, mas faz parte de mim ser assim e dadas as circunstâncias, não há mesmo forma de negar.
Cada poro do meu corpo transpira saudade de ti. Transpira a falta de momentos a teu lado e o desejo de querer voltar atrás. Continuo a ver as nossas fotos e a relembrar como era a nossa amizade e que, basta tu quereres, pode voltar. A questão não é eu não querer aceitar o facto de as coisas terem mudado, mas sim que elas mudaram por tua livre vontade.


É incrível só agora eu perceber que contento-me com pouco. É absolutamente ridícula esta minha mania de aceitar uma migalha de pão quando pode ter o pão todo. Apeguei-me a ti assim que surgiu aquela primeira faísca de sentimento e nem quis esperar que o fogo consumisse toda a madeira.
Da última vez que a chuva caía, nós estávamos nos braços um do outro a deliciar-nos com carícias mútuas e tudo parecia perfeito, mas agora olho pela janela e por mais que chova tu não estás aqui. Não abandonas o meu pensamento. Nunca foste só alguém que eu conheci, foste sempre a pessoa que eu conheci e temia perder. Apaixonei-me por alguém que sempre esteve presente, independentemente das circunstâncias ou dos obstáculos. Sinto a tua falta como de alguém que conheci, que foi e não voltou. Assim como a Lua sente a falta do Sol durante a noite e o Sol da Lua durante o dia.
Encontro-me mergulhada numa nostalgia imensa, numa sensação de saudade de um tempo há tão pouco vivido, ridiculamente idealizado por mim e banalizado por ti. Sinto-me presa a algo que já não tenho. Sinto-me dona daquilo que não é meu. Sinto-me a arder nesta melancolia do que veiu e foi, do que prometeu e não cumpriu, do que era e já não é, do que eu quero que volte e permaneça.
A verdade é que ambos queremos o mesmo. Vamos esquecer qualquer sentimento e mergulhar só na loucura. Não vamos dar definição. Vamos só envolver-nos. Eu quero. Tu queres. Nenhum de nós nega. Vamos envolver-nos antes que eu me engasgue com esta saudade e drama, drama e saudade. Tudo o que me ofereces neste momento. Ou aquilo que um dia ofereceste.
Deixa-me estar aqui com esta saudade, com estes ciúmes e com todos este amor. Deixa-me guardar todas as minhas poesias no peito para não esquecer. Deixa-me enlouquecer sozinha pois já nada em mim faz sentido e até as palavras tornam-se contraditórias e confusas. Deixa escrever mesmo que tu não leias, mesmo que tenhas olhos cegos e ouvidos surdos. Deixa escrever porque é a única forma de aliviar o meu peito.
Não esperes que eu admite. Não esperes que eu lute. Não esperes que vá confessar-te tudo. Deixa-me só embalar-me nesta história tão errada.

Poucos, mas os melhores do mundo. #amigos

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«Plantei sementes de amizades sinceras e hoje colho os frutos doces de ter amigos verdadeiros.»
Aurélia Vasconcelos


No meio de tantas idas e vindas, no meio de tanta volta na minha vida, no meio de tantas caminhadas, eu encontrei pessoas que me mostraram que ainda é possível acreditar em amizade verdadeira e que me mostraram que, mesmo nos dias de hoje, a união e a confiança continuam a ser importantes, muito importantes!
Percebi que irmãos não precisam de ser de sangue. Amo-vos e só tenho a agradecer por tudo. 

Excertos do nosso passado.

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Não sei bem se isto é tortura, mas é bom.
Cortaste a corda que me amarrava à esperança e sinto-me obrigada a precipitar-me a correr noutras direções, momentaneamente impulsionada por um sentimento de pura liberdade que, na verdade, nem existe.
Ignoraste-me e deixaste-me às escuras sem tão-só um nome teu. É, agora eu sinto.
"Isto tudo ainda é presente. Eu ainda não esqueci."
"Irás acabar por te esquecer."
"E se eu não quiser?"
"Não me parece que tenhas alternativa."
Tinhas razão, eu nao tenho alternativa. Na verdade, nunca tive.
Tu foste, eu fiquei. Tu esqueceste... E agora eu também.


Video para #hoje

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Hoje bateu uma saudade aqui dentro.
Na verdade, a saudade por ela bate todos os dias, mas hoje decidi não esconder.

É como renovar o guarda-roupa.

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Nós fingimos que arrumamos o guarda-roupa, o quarto, toda a desarrumação. Fingimos que nos livramos daquele monte de coisas que já não nos servem, porque ocupar espaço com coisas velhas é um desperdício; mas a verdade é que nunca nos livramos de tudo. Escondemos sempre alguma coisa, guardamos outra, fingimos que precisamos dessas coisas. Já está pequeno, curto, apertado… Mas insistimos que é prestável ainda.
Arrumar as desarrumações é como querer mudar a vida, dar-lhe um novo rumo, uma renovação. Sabemos que precisamos de livrar-nos de algumas pessoas para que as coisas comecem a dar certo, mas ficamos sempre com medo, com receio. Fingimos que elas não nos magoam e fazem toda a falta e continuamos a incluí-las na nossa vida. Nem damos conta que tudo continua igual, que tudo continua a correr da mesma maneira. Ou talvez damos conta e fingimos que ela está diferente. Insistimos em pensar que houve mudança e que tudo melhorou. Idiota ilusão!
Nós precisamos de deixar essas pessoas irem embora. Livrarmos-nos delas. Deixá-las para trás. Continuar com elas no coração e ignorar outras que merecem lá estar é como deixar roupa nova jogada em cima da cama porque as gavetas estão cheias de roupas velhas e desnecessárias.
Existe muita gente por aí que merece uma oportunidade nossa e nós insistimos em guardar todas as oportunidades para aquelas pessoas que nem as merecem. Já chega! Isso está manchado, retalhado, apertado, cortado…. Está de tudo menos em condições de usar. Vamos comprar roupa nova. Vamos deixar entrar pessoas na nossa vida, no nosso coração, na nossa cabeça. Vamos renovar e para de fingir e insistir. É tão bom caminhar com os pés assentes no chão.


Concurso Lusófono da Trofa - Conto Infantil 2014

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Este ano decidi arriscar e escrever um conto infantil com a finalidade de participar num concurso que tem como principal e grande prémio a publicação do melhor conto (e mais 1500 euros, ambos para o 1º lugar), em nome da escritora de contos infantis Matilde Rosa Araújo.
Pareceu-me uma ideia interessante. Para além de ser uma boa oportunidade, dado que gosto de escrever, é ainda uma forma de pôr em prática toda a minha criatividade e desenvolver de uma forma muito mais rigorosa as minhas competências neste campo.
Neste concurso existe também um outro ramo direcionado para a ilustração, para aquele que, como é óbvio, gostam e têm jeito para o desenho.
O que achas? Desejem-me sorte.

PS.: "Arriscar" não é bem o que eu fiz, pois não tenho nada a perder. É mais "aproveitar".

Para mais alguém interessado deixo aqui o site. Qualquer pessoa pode participar.
Aproveitem vocês também :)