A cumplicidade existiu!

Sem comentários:
E a cumplicidade existiu!
A cumplicidade existiu no toque e na partilha, nos momentos de sossego e paz, nos sorrisos e nas certezas de que podíamos existir exatamente assim como éramos. A cumplicidade existiu quando estivemos ali os dois durante tanto tempo, porque sim. Era o que nós sentíamos e quando a tua mão poisava sobre a minha, a cumplicidade fazia dois tornarem-se num só. Existiu porque eu olhava para ti e tu sabias que o meu olhar era a garantia de que nunca mais irias estar sozinho; como recompensa, eu tinha o teu colo e todas as vezes que me deste aquele colo, eu desejei perder-me naquele momento.
Contudo, nunca esta cumplicidade foi suficiente para tu percebes que eu estava pronta para aceitar-te por inteiro assim exatamente como te tinha encontrado, assim como tu tinhas vindo até mim e tão rápido surgiu um “nós” que, felizmente, tão pouca gente conhecia e que era tão mas tão bom manter em segredo. Amamo-nos baixinho, devagarinho, só e apenas dentro de quatro paredes. Guardaste-me e protegeste-me nos teus braços durante muito tempo e eu quis mesmo acreditar que tudo aquilo era verdadeiro e real.
Foi tão estranho num só dia toda a percepção do que já fomos ter mudado. Todas as certezas afundarem-se sem deixarem rasto e as minhas crenças deixaram de fazer sentido. É impossível não sentir a dor disto. Fomos facilmente substituíveis. Eu fui! Agora caminhas sem dares por minha falta e caminhas bem e acompanhado.
O certo é que eu não posso dar mais voltas por dentro para encontrar cura para estas feridas interiores. Tudo só e só o tempo cura e eu não vou mais embrulhar-me em pensamentos do passado passados a teu lado antes de dormir, o que me faz até sentir o teu cheiro nos meus sonhos.
Devias ter-me dado o teu colo pelo menos uma última vez para eu perder-me outra vez ali por instantes e sentir este peso mais leve, pois só ali, contigo, tudo era mais leve e fácil.
Agora é como se não precisássemos de nos sentir sozinhos. Chegou o momento de nos abandonarmos. Finalmente íamos abandonarmos. Ali, acompanhados, longe um do outro.
E a cumplicidade existiu...
Existiu para mim!

Desta vez é de vez!?

Sem comentários:
Eu afastei-me por opção e pensei que fosse forte o suficiente para ser firme na minha decisão. Não fui!
Deitei mais lágrimas do que alguma vez imaginei e a saudade sufocava-me lentamente. Continuei a suportar todo este peso. Procurei manter-me afastada porque sabia que eu sou tudo aquilo que tu não irias querer na tua vida. Ainda assim eu sempre quis ser muito mais do que aquilo que eu era para ti. Sempre esforcei-me para ser a tua prioridade e a única conclusão a que cheguei é que nunca serei o suficiente para ti.
Eu não te queria chamar porque tu sabias o meu número de telemóvel, a minha morada e todos os sítios que eu frequento. Todos os dias eu desejei que fosses tu a chamar-me. Desejei que desses apenas um passo e eu logo encarregava-me de percorrer os restantes quilómetros. Reparaste o que aconteceu? Eu caminhei sempre por ti e bastou eu parar, tu continuaste por caminhos que já não se cruzavam mais com os meus.

"Eu não me afastei porque não sabia o que queria. Eu afastei-me porque eu sabia que tu não querias o mesmo que eu."


Uma perfeita complicação.

Sem comentários:
Primeiro, perdoa-me as palavras jogadas aleatoriamente. Nunca fui boa a organizar pensamentos num texto bonito. Eu escrevo para que percebas o meu desabafo, não escrevo para que percebas o que eu sinto. O que eu sinto nem eu consigo perceber.
Podia ter sido diferente e poupava tanta paciência que gastamos ao longo deste tempo. Podia ter sido estável, seguro e firme, mas não, o destino decidiu presentear-me com uma pessoa que seria mais que uma montanha russa, mais que uma tempestade, mais que uma grande insegurança. 
Maldito seja aquele dia em que me cruzei contigo e maldita seja a minha memória olfativa que me faz recordar o cheiro do teu perfume quando me encontro sozinha. Maldita seja a música que gravei associada a ti e que me arrepia quando a oiço por aí.
Foram cosias que senti e pressenti sem nunca querer. Sei que não sou bem vinda e isso eu percebo e ah... ah que dor!
Mas bendito sejas tu, porque conseguiste descartar todas estas memórias e não tiveste de carregar o sofrimento que carrego eu. Aliás, ainda bem que não conseguiste gostar de mim como eu gosto de ti. Se eu pudesse escolher não gostar de ti também não gostava, é mais fácil eu saltar de um sétimo andar e cair sorrindo.


Sometimes you can't fix a heart.

Sem comentários:
Ela levou imensos dias para escrever uma coisa tão simples. É difícil de explicar e ela simplesmente acrescentava um pouco mais a cada dia que passava, tentando traduzir para palavras too o turbilhão de sentimentos que invadiam o seu corpo e a sua mente, na totalidade.
Era difícil porque aparentemente era uma vida normal, um melhor amigo, uma mãe presente com quem falava sobre tudo, tinha amigas. Tinha tudo e, estranhamente, não tinha mais nada. Ela sentia-se vazia, como se nada dentro dela existisse. Rotina aborrecia e indesejada. Tão complicado. Tudo tão confuso e vazio. Tantos medos. Inseguranças infinitas. Porcarias na cabeça e imagens aterrorizadoras. Pouca vontade de viver. Sempre o mesmo desejo de adormecer e não voltar a acordar. Ela queria ser mais ela, mas ninguém o permitia.
Tudo baralhado no interior e tudo o que parecia estável, feliz e leal, agora tornou-se um pesadelo constante que a deixa com medo dela própria. É como se ela não fosse capaz de sentir mais nada e, para piorar, todos à sua volta não sentiam mais nada por ela também.

Ela só quer que o destino lhe traga mais uma oportunidade de ser alguém normal. Talvez amanhã, talvez nunca. Hoje não será. Hoje ela nem sabe o que está aqui a escrever, quanto mais o que está a sentir.



Se Deus me desse uma nova oportunidade

3 comentários:
E foi assim, da pior forma, que aprendi o que é amar e dar valor.
Guardei em mim todos os sorrisos que demos, todos os olhares tão sinceros, os ciúmes inocentes e tudo o que houve entre nós.
Guardei em mim toda a infinidade de momentos que partilhamos e que, muito sinceramente, foram os melhores que já vivi. Guardei em mim, desde as mais pequenas coisas até às mais marcantes. Não me arrependo de nada. Arrependo-me somente de nunca ter sido o suficiente para ti.
Não entendo, contudo, como é que fomos parar a este beco sem saída. Aliás, como é que eu fui capaz de vir parar a este beco? Parada, sem ação, frente a um muro maciço de tijolos, quase tão maciço quanto o teu coração.
Continuo a amar e continua a doer como na primeira vez. Continua a corroer-me e mesmo que às vezes me distraia e consiga até ser feliz, a dor continua ali, sempre. “Sentir dor é inevitável, sofrer é opcional” – aqui está o meu lema.
Eu gosto de acreditar que aconteceu tudo na hora errada e que o destino reserva para nós uma nova oportunidade, uma nova vida. Toda a fé vive em mim. A esperança apoderou-se de mim e eu vivo agarrada a ela como se nada mais existisse.
Guardei em mim todas as palavras que dissemos, todos os planos e todas as promessas. Guardei tudo religiosamente. Guardei em mim e com tudo isto vivo aproveitando cada momento, porém, à espera que batemos de frente um com o outro, sem caminhos para fugir, só eu e tu, novamente. Desta vez sem erros e sem divergências.
Guardei em mim toda a saudade que tenho de ti e morri engasgada. Infelizmente, continuei a viver. Guardei também todo o arrependimento que me devora dia a dia, jurando a mim própria que se Deus me desse uma nova oportunidade contigo, nunca cometeria um erro tão grande como o que cometi, nunca largaria a tua mão e daria a minha vida por um sorriso teu.
E foi assim, da pior forma, que aprendi o que é amar e dar valor.


Mais um erro meu.

Sem comentários:
Eu sabia que não deveria acreditar.
Eu sabia, desde o início, que não deveria avançar nem deixar que te aproximasses. Sabia muito bem que não estava pronta para ficar sozinha e desapontada novamente. Reparaste? Desde início eu sabia que me deixarias sozinha e desapontada.
No fundo, eu sei que tenho forças para superar tudo isto e tenho até de sobra, mas custa sempre perder alguém que nos faz tão bem, não importa quanta força eu tenha. Porém, as forças, mesmo sendo muitas, estão a falhar-me agora e eu não sei o que estou a fazer com a minha vida, mais uma e uma vez. Não estou perdida, mas sinto a necessidade de pedir socorro a este silêncio tão barulhento, porque estou vagueando sem sentido e preciso de ser muito mais do que o que sou agora.
Sinto a minha falta. Diminui-me demais e é tudo tão trágico. Tu sabias que eu tinha muitos medos em mim. Sabias que eu sentia-me incapaz de gostar novamente de alguém e o meu coração estava frio demais. Sabias que eu não queria acreditar e que queria fugir de tudo. Sabias claramente e ainda assim fizeste-me conhecer tantos cantos teus, decorar pequenos detalhes; descongelaste este coração pequenino e fizeste com cada riso meu fosse novamente verdadeiro e apaixonado. O pior é que sabias de tudo, fizeste-me tão bem e no fim desapareceste sem tão só uma palavra, uma explicação.
O erro não foi teu. A culpa não foi tua.
Foi só e apenas estupidez minha pensar que poderia, em algum momento, dar certo. Ainda assim estou à espera, aqui, por ti.
Eu sempre acreditei demais e sentia ainda mais do que acreditava. Desta vez não é excepção.
Estou aqui à espera, ouvindo as nossas músicas. Vens? Demoras?


Eu acreditei. E agora?

2 comentários:
E só o tempo pode ajudar. Sim, é verdade, o tempo ajuda.
Seguimos os nossos dias de forma completamente normal. Rotina. Hábitos. Tudo igual e repetitivo. Relembramos o passado, o peito ferve, os olhos enchem de água, o coração fica apertadinho, os lábios tremem; mas tudo segue como dita a rotina. O tempo não volta nem nós voltamos no tempo.
Juramos a pés juntos que não haverá outro, que chega de sofrer e que acreditar novamente é o pior que podemos fazer. Recusamos tantos pedidos e desperdiçamos tantas oportunidades.
É aqui que o tempo entra em cena e encarrega-se de brincar connosco. Sem esperarmos ele mostra-nos que superamos, que estamos prontos para uma nova etapa e que afinal acreditar outra vez não só é possível como está realmente a acontecer.
Aparece alguém que dá-nos a mão na confusão da nossa vida. Arruma toda as incertezas e faz limpezas até no nosso coração. Aparece uma só pessoa e muda todos os planos, todas as novas crenças e esperanças, todos os sorrisos. Parece que tudo volta a ser cor de rosa e temos o mundo nas nossas mãos. Senti-mo-nos seguras, confiantes e especiais. Até que...


O nosso mundo volta a desabar! Toda a segurança foge, a confiança escorre-nos por entre os dedos, o sentimento de que éramos especiais afinal não passou de uma ilusão tão bonita e, o pior, é que essa pessoa que causou todo o distúrbio não está lá mais para nós.
Nunca estamos preparados para enfrentar tudo a dar errado mais uma vez. Coração partido, mais uma vez. Planos desfeitos, mais uma vez. Sorriso forçado, mais uma vez. Corpo vazio, mais uma vez. Tudo mais uma vez.
Entramos de cabeça. Tentamos crer que aquela pessoa respeita-nos e não fará exatamente aquilo de que temos tanto medo, mas nada passa de histórias feitas na nossa cabeça, porque sabemos que no fim é só o fim e esse é igual. Nada nos resta senão pôr em causa a profundidade de todos os nossos sentimentos e a nossa própria estabilidade.
E depois tudo recomeça. Toda uma nova luta.
E só o tempo pode ajudar. Sim, é verdade, o tempo ajuda.

Surpresa: a última carta.

2 comentários:
Senti saudades. Aquela saudade de "nós", sabes!? Queria surpreender-te. Talvez fugir daqui e ir ver-te, ficar contigo e perder-me nos teus braços. Depois acabei por arranjar outra forma de surpreender-te: escrever. Mas escrever-te pela última vez. Deixar-te aqui a última carta.
Será a última, mesmo que me custe, mesmo que chore muito, mesmo que depois me arrependa; será a última.


Antes de tudo, peço desculpa se alguma vez te fiz mal. Desculpa se sempre senti imensos (e destaco: imensos!) ciúmes, mesmo que nunca te tenha dito. Desculpa pelas tantas vezes que comecei a discutir sem nexos ou que chateei-me sem tu o mereceres.
A verdade é que guardo muitas dores dentro de mim. Não te estou a culpar por estas dores, mas acho que quando se ama o suposto é darmos ao próximo o nosso melhor e transmitir felicidade, por isso é que eu não percebo a razão de estas dores existirem. Tu percebes? Se sim, explica-me.
Nunca quis pôr as coisas nestes pontos, mas tentei uma vez e tu fingiste que nada se havia passado. Nunca te contei que nessa altura chorei durante duas noites, que estava a dois passos das porta do comboio para ir ter contigo e olhar-te nos olhos. Nunca te contei que tenho uma foto tua na minha mesa de cabeceira. Nunca te contei tantas outras coisas e não foi por não querer contar, foi porque tu nunca quiseste saber.
Outrora eu escrevia a pedir que alguém te contasse que estou apaixonada por ti, hoje eu escrevo porque quero que alguém te conte que preciso que saias da minha vida.
Custa, custa mesmo. Dói, claro que dói. Mas toda a dor é passageira. Tento recapitular esta frase na minha cabeça sempre que sinto que estou prestes a ir abaixo e acredita, isso tem acontecido com tanta frequência!
Todas as vezes em que eu tento afastar-me tu apareces e ages como se fosses de facto um príncipe. Porém, sempre que eu preciso de ti e de todo o teu carinho, tu foges, desapareces, não estás lá para mim, não sabes como me sinto. Que jogo monótono! Apareces tão perfeito e partes sempre mais um pouco deste coração que só te guarda a ti dentro dele. Não vamos dar mais oportunidade um ao outro, sabemos bem que não vai adiantar de mais nada.
Vou sentir muitas saudades. Vou chorar, ter insónias, falta de apetite, descabelar, roer-me de vontade de te ter de volta, mas tudo há de passar. Certamente que sim.
Nenhum amor justifica tantas idas e voltas. Não há tamanho possível de sentimento que justifiquem a tua falta de atenção.
Desculpa!

Com respeito,
Viktoriya K.

Sinto-me a corar e volto a sorrir.

Sem comentários:
Fico envergonhada e com as ditas borboletas no estômago. Sorriu. Encaro-te diretamente olhos nos olhos, sinto-me a corar e volto a sorrir. Olhas-me novamente, tão perfeito, com esse jeito só teu, e fazes-me sorrir novamente, outra e outra vez.
Estou a confiar de novo. Afinal ainda sou capaz de confiar e sentir isto. Afinal ainda consigo sorrir tão sinceramente e, afinal, todos os meus sorrisos têm sido para ti e por ti.

Ele é a paz em pessoa.

Sem comentários:
Espero não estar a exagerar. Espero nao o sufocar com tantas palavras e que ainda assim continuam a ser muito poucas para explicar o que estou a sentir. Sei que uso-as demais, mas são elas a minha libertação. A sua vida cruzou-se com a minha e agora elas fazem parte uma da outra. Vamos ser dois num só. Livrar as angustias um do outro com sorrisos, curar feridas com mimos e fixar cada nosso pedaço partido com todo o amor deste mundo.
A calma daqueles olhos é sobrenatural. É inaceitável, impossível, impraticável, inviável, irreal, irrealizável e utópico não sorrir quando penso nele. Ele é a paz em pessoa, só de pensar em perdê-lo fico sem saber como reagir, pois isso seria sinónimo de perder todas as forças que eu demonstro ter a todas as razões que tenho para sorrir. Sou inegavelmente apaixonada por ele. Sinto-me segura, novamente.
Eu vou lutar para ser aquela que cura as suas feridas, traz-lhe todo o bem, compreende-o e dá-lhe o ombro para todas as situações da vida. Quero-o! Quero-o com o sorriso mais lindo, o olhar mais doce e o desejo mais intenso. Quero-o para lhe fazer tão bem quanto ele faz a mim. Para ser-lhe tão saudável quanto ele é para mim. Quero-o e farei para ser merecedora de todo o carinho que existe nele. Quero ser parte dele; derrubá-lo, levantá-lo, tirar-lhe as forças e dar as minhas, enervá-lo, atormentá-lo e vê-lo rir-se porque ele irá gostar. Quero dominar os seu sonhos e desejos, monopolizar os seus pensamentos e ocupar inteiramente aquele coração tão quente.

Juntos, mas separados.

1 comentário:
Mais um texto cliché. Mais uma carta para ele. Mais um desabafo profundo sobre este sentimento bonito que me enche e preenche a alma.
Não faço a mínima ideia se alguma vez alguém lhe disse, mas a sua voz é linda e transmite imensa paz. Ele veiu do nada como quem vem só por algum tempo, só de passagem, e sem eu dar conta, ele, com aquela voz tão dele, fez nascer em mim um bichinho muito inquieto que me fazia querer sempre mais e mais ser só dele, dizer-lhe as coisas mais lindas que eu conheço e oferecer-lhe toda a minha sinceridade, fidelidade e confiança. Em troca não lhe peço nada, mas quero que ele me prometa que terei os seus braços envolvendo-me, o seu sorriso encantando-me e o seu olhar surpreendendo-me, todos os dias. Quero que seja exatamente o seu corpo a aquecer o meu e as suas mãos a secarem as minhas lágrimas. Nós temos dois pontos em comum. Um, extremamente forte, e outro, que dá cabo de nós: o nosso amor e a distância.
Para terminar, quero mais uma vez deixar claro que eu vou esperar por ele. É ele quem alegra os meus dias, é nele que penso antes de ir dormir e é com ele no pensamento que acordo e tenho vontade de sorrir.


"Por uma vida que não tenha distância. Por uma distância que não tenha quilómetros. Por quilómetros que sejam quebrados em segundos. Por segundos que durem uma vida eterna... com você."

Para ele e com muito amor,
Viktoriya K.

Quando te abraçar, não soltarei mais.

Sem comentários:
Infelizmente, eu sei como é querer abraçar alguém e nao poder. Não por falta de vontade, mas sim porque não dá fisicamente, não dá porque existem quilómetros que me afastam da pessoa. Eu sei como é desejar um beijo, ter uma vontade insana de estar com alguém, sentir a sua presença física. Sei muito bem como é aguentar o choro, manter-se firme, ser fiel mesmo que nada seja uma certeza e ter sempre força de vontade para lutar.
Provar sentimentos com palavras não é fácil, mas em função daquilo que sinto, vou provar que é verdade tudo aquilo que eu digo e aquilo que não digo também, por falta de coragem. Vou cuidar dele em qualquer circunstância e fazer o seu sorrir brilhar ainda mais. Vou acordar todos os dias a amá-lo mais do que no dia anterior. Vou sorrir mesmo quando sentir um aperto no coração porque é ele que me mantém viva. Vou sorrir porque sei que, mesmo que demore, chegará o dia em que irei sentir o seu cheiro, sentir o seu saber, conhecer o seu abraço, segurar a sua mão e passear pelas ruas da cidade noturna. Vamos brigar para ver quem dorme do lado da parede, tirar fotos parvas e provar a todos que a distância é só e apenas um detalhe. Vou soar este amor aos quatro cantos do mundo, pois ainda que ele não seja o primeiro, quero que não haja mais ninguém para além dele.

(R)egressa, tenho saudades!

1 comentário:
Inbox: 01-10-2014, 23:41
"Eu ficaria muito constrangido se o mundo inteiro soubesse o quanto sou louco por ti, o quanto eu me encanto com a tua beleza e com a tua alegria…Sei que o amor não deve ser motivo de vergonha, pelo contrário, mas às vezes até me considero meio “tonto”, pois não consigo concentrar-me em nada, não consigo pensar noutra coisa a não ser nesse teu rosto lindo e sedutor. Estou apaixonado por ti. Amo-te e sinto que é o maior amor do mundo, pois consigo ver a tua beleza interior, aquela beleza que transpassa a pele, aquela que vem da alma e do coração. Penso que este amor que sinto é o maior amor do mundo… o maior do mundo. É o mais puro e profundo amor que alguém pode sentir. Está no meu coração e é dedicado somente a ti."

Li esta mensagem na noite passada, pela milésima vez, e passei a madrugada a pensar nele. Pensava nele como se ele estivesse ali ao meu lado colado a mim. Como se eu conseguisse tocá-lo e senti-lo. Quando fechava os olhos parecia até que conseguia ouvi-lo a sussurrar no meu ouvido que me ama e que valeu a pena esperar e ultrapassar a distância que havia entre nós. Ele tocava no meu coração, destacava-se de todo o mundo só por ter aquele olhar tão cativante e eu sinto-me completamente vulnerável, ele dominou-me de tal forma que já nem sei ser minha.
Li esta mensagem na noite passada, pela milésima vez, e passei a madrugada e pensar nele e acabei por ficar sem dormir. Ele não me deu boa noite e a minha noite foi inútil por isso. Mas mais inútil ainda foi eu ter ficado à espera desse "boa noite" sabendo que era à toa, porque ele provavelmente estava bem, só eu é que tenho de me erguer todas as manhãs, pôr um sorriso no rosto, passar maquilhagem e sair por aí fingindo que está tudo normal.
(A verdade é que há muito dele em mim. É excesso de sentimento e eu tenho medo de assustá-lo. Na verdade e infelizmente, julgo que tenho medo é de amar. Tenho medo de depender de alguém, de sentir ciúmes e agir de forma infantil ou expressar-me mal seja qual for o assunto. Tenho medo que haja vírgulas ou algum ponto final. Tenho medo, acima de tudo, de ficar sem ele na minha vida. Perder quem amamos é doloroso e para minha infelicidade é isso que começo a sentir: pouco a pouco estou a perdê-lo. Ele falava-me de amor, falava muito. Fazia planos. Gabava o meu sorriso e tudo em mim. Ele falava em sentimentos e fazia promessas. Quando ele fazia tudo isso, salvava um dia de tristeza e dava ainda um bónus para uma próxima semana. Ele é tudo e veiu completar o meu nada. Era um anjo e tornou-se o meu anjo da guarda.)


Tenho saudades dele. Tenho muitas saudades dele. Tenho saudades daquilo que era tão bom e fazia tão bem e de repente tornou-se uma incerteza tão grande.

Trinta e Um Pedaços do Passado.

1 comentário:
Eu sei que dezenas de anos não irão apagá-la da minha memória. Dezenas de novas aventuras e novas amizades não irão mudar o que sinto por ela. Nenhuma outra pessoa terá uns caracóis tão bem feitos e cheirosos, uns olhos tão grandes e tão cativantes, um geito de rir tão amável. Ninguém irá ter a altura dela, porque só a dela era perfeita para abraçá-la e beijá-la na testa. Não há ninguém que irá sentar-se e ajeitar os pés como ela fazia ou saber usar aquela expressão facial séria. Tal como ninguém irá perdoar-me como ela me perdoou e aceitou sempre. É um amor que não se explica e pouca gente sente. Um amor que não se compara, não se discute, não se despreza e nem se entende. Também não se pode esquecer, de forma nenhuma.
Eu acalmo o meu coração vendo as nossas fotos, pois lá no papel nós permanecemos juntas e felizes. Lá naquele papel o momento ficou eternamente marcado e eu fiquei eternamente com ela, a sorrir, a nutrir sentimentos mútuos; mas foi só lá no papel, para minha infelicidade. Ela faz-me falta e é difícil admitir isto. Ela é deliciosamente complicada e eu tenho saudades das complicações dela.

... contigo e em ti.

1 comentário:
Já toda a gente percebeu que é amor. Até eu já percebi e continuo a dizer "adoro-te" tentando suavizar a situação. É amor, é saudade, é felicidade e é, acima de tudo, vontade de estar perto. Cada vez que eu penso em ti todo o meu sentimento vem à tona e eu travo completamente; não consigo reagir a mais nada. Longe de ti o meu coração fica apertado e murcho e eu ainda nem tive contigo, imagina como será depois de saber qual a sensação de te beijar, abraçar, sentir-te a meu lado, o teu cheiro, o teu toque suave. Destróis-me completamente e isso é tão mas tão bom! Porque tu és sobrenatural. És tu e isso faz-te brilhar tanto que estranho seria se eu não me apaixonasse. És sobrenatural e eu entropeço-me em ti todos os dias, idealizando cada traço do teu corpo sem o conhecer ainda. Nunca fui irrealista e não sonhava com impossíveis, mas agora sei que não há nada que possa ser denominado por impossível. Digo isto olhando para ti, depois para mim. Vês este sorriso? És o motivo daquilo que vês. Deste-me tudo e eu vou dar-te mais do que isso. Esse espírito apaixonou-me. Apaixono-me todos os dias por ele e vou te amando sempre mais e mais, genuinamente, arrebatadoramente, humanamente e fortemente, porque eu já sou tua e cada vez sou menos minha.
Posso afirmar que fizeste com que meros minutos da minha vida se tornassem perfeitos e eu sentia-me infinita. Quando oiço a tua voz percebo o quão sou pequenina porque estás longe e as minhas forças não são suficientes para trazer-te para a minha beira, mas ainda assim continuo a sentir-me infinita porque é a tua voz que estou a ouvir e, mais uma vez, isso destrói-me de uma forma tão mas tão boa!
Fazes-me respirar e transpirar saudade com um toque doce e suave de paixão, daquela que só nós sabemos. Vem para aqui, cola em mim e deixa-me ser infinita só para ti, para sempre. Deixa-me viver contigo e em ti. Destrói-me cada vez mais e mais. Mas peço-te, meu bem, só não me deixes.


"Tou completamente apaixonado por ti"

1 comentário:
Apaixonar-se é uma coisa louca de se fazer. É como se fosse uma forma de insanidade socialmente aceitável e eu, tão certinha e quietinha, decidi cometer esta loucura.

Foi a ti que eu senti e sentido-te a ti, senti-me a mim mesma. Ocupaste aquele pedacinho da minha alma que já andava sozinho há muito tempo e fazias o meu coração ficar pequenino e apertadinho quando te ausentavas.
Viciei-me no teu cheiro sem o conhecer, no teu corpo sem o sentir e na tua pele sem a tocar. Peço-te então, por isso, que me guardes. Guarda-me em ti como eu te guardo em mim: em segredo, mas com muito amor. Com todo o amor que consigo sentir.


- Então e agora?
- "Tou completamente apaixonado por ti".

Um declaração moderna, à moda antiga.

Sem comentários:

Eu não sei ao certo quando é que comecei a gostar do teu sorriso ou quando é que nasceu em mim este desejo louco de falar contigo a toda a hora e sorrir cada vez que recebo uma mensagem tua. Não sei quando é que comecei a desejar que sentisses a minha falta e a sentir a tua. Aliás, eu nem sei quando é que comecei a pensar em ti o tempo todo, apenas dei-me conta que minuto após minuto, durante vinte e quatro horas, tu estavas no meu pensamento. Ouvia o barulho de uma mensagem a chegar e sorria porque sabia, com certezas, que era tua. Eu não sei mesmo como é possível eu ter tanta loucura em ser tua, só tua; deixar de ser minha e ser toda tua.
Tenho vontade é de te ligar e gritar bem alto o que tu já sabes tão bem: gosto muito de ti! Sei lá. Declarar-me. Pedir-te em namoro. Pedir-te em casamento. Dizer coisas lindas e perfeitas. Entregar-me quase de bandeja. Sussurrar-te ao ouvido que estou apaixonada por ti. A-P-A-I-X-O-N-A-D-A!! Por ti. Atravessar o país e correr para o teu abraço. Agarrar-te com muita força. Ir contigo e não voltar mais.

"Acreditas em anjos? Acredita, porque eu apareci para ser o teu."

A culpa é do tempo.

Sem comentários:
As pessoas mudam, sabias? Eu mudei também. Não fui eu que escolhi; foi uma mudança inevitável. Acordei cansada num dia, no dia seguinte igual e assim durante vários dias, até que a dada altura acordei cansada de acordar cansada e decidi que não iria voltar a sentir-me assim. O tempo faz isto connosco. Provavelmente não percebes porque não é nas tuas veias que corre este medo e falar sempre foi mais fácil do que fazer, mas quero que saibas que eu não mudei intencionalmente, apenas teve mesmo de ser.
Aqueles dias maus repetiram-se várias vezes. Dormia sem ar. Acordava sufocada. Tinha sonhos estranhos. Era como se eu estivesse num quarto escuro e sem ar, onde não havia nem sequer uma janela por onde eu pudesse escapar. Não havia saídas de emergências e eu precisava incondicionalmente de sair desse quarto. Foi aí que percebi que só mesmo deitando abaixo a parede eu conseguia livrar-me: já não sabia quem eu era e estava tão vazia que qualquer vento podia levar-me.
Eu vejo-te tão perto mas não consigo agarrar a tua mão, não porque não sou capaz, mas porque não quero. As tuas palavras magoam, mas já nem me tocam mais. Já não sei voar e no entanto sinto-me nas nuvens.
Desculpa se a nossa história acabou, mas um de nós tinha de puxar o gatilho.


Desabafo matinal.

3 comentários:
São 7h da manhã e eu estou acordada à duas horas. Foi estranho porque foi o teu melhor amigo que me acordou com uma chamada e quase exigiu saber o que tinha acontecido e não queria me deixar ali sozinha e triste. Falamos durante algum tempo até ele adormecer e eu consegui sentir-me menos só durante esse tempo, até que voltei a estar sozinha naquela maldita sala, no escuro, com o telemóvel na mão e a caixa de entrada aberta, lendo e relendo as tuas últimas mensagens.
"Amor...", comecei. "Não sei o que te dizer, mas sinto o meu coração muito apertado e queria partilhar isto contigo". Olhei para o que escrevi e metade de mim queria já carregar no "enviar", enquanto a outra metade lutava arduamente para eu não fazê-lo. Não o fiz.
Bebi mais dois golos do Cappuccino que me fazia companhia naquele momento e aquele calor a descer pela minha garganta fazia-me bem. Cruzei as pernas, puxei a manta para tapar os meus ombros e suspirei bem alto. Comecei a chorar novamente e odiei-me um milhão de vezes por isso. Tudo parecia ter sido em vão, tudo parecia não fazer sentido e apenas estas palavras caíam acompanhando as minhas lágrimas e elas não reclamavam nem me julgavam. Falavam por si só e reflectiam de uma forma inexplicavelmente acertada tudo aquilo que eu queria dizer e não tinha coragem.
Eu só queria fazer a diferença na tua vida. Fazer aquilo que as outras não fizeram. Não te ia desiludir nem magoar, ia apenas estar lá para ti quando precisasses, dar-te todo o amor que precisasses e ser o teu pilar em todas as ocasiões. Queria deixar uma marca e fazer com que te lembrasses de mim sempre com aquele sorriso lindo que tens, mas toda a minha paixão resumiu-se a cinzas quando quebraste a promessa de não desistir e a minha alma devorou tudo o que havia dentro de mim. Todos os meus sonhos ficaram só aqui, em linhas sem fim.
Lembra-te só: nem todas as histórias precisam de ser longas para se tornarem bonitas. A nossa pode ter sido curta, rápida e com dias contados, mas não deixou de ser a nossa história (saliento: nossa história!) e iremos recordá-la, seja como for.


Ela, as dúvidas, as certezas e o sol.

1 comentário:
Quando olho para trás vejo uma rapariga que tinha a necessidade de entender tudo e tinha sempre medo que dentro dela não existisse espaço para tanta informação. Ela só não esperava desiludir-se desta maneira: quanta mais informação ela absorve, mais espaço existe dentro dela. Pena é que esse espaço seja para dúvidas. A bondade excessiva metia-lhe medo, mas ela também nunca percebeu a maldade. O sol brilhava sem se cansar e o mar não tinha fim.
O medo dela era, na verdade, acordar um dia com tantas dúvidas que não seria mais capaz de encarar as coisas a sério. Medo de acordar e ser apenas um objeto frio e húmido que serve de decoração numa sala onde ninguém entra. A sua respiração poderia surpreendê-la e falhar, acabando por empatar a mobília toda daquela sala e já nem para decoração ela serviria.
Ela tornou-se um infiltrada na sua própria vida e as suas raízes derivam da saudade e do amor. Regava-se com lágrimas, com choro pesado, as vezes acompanhado por um sorriso ensaiado. Ela embriagava-se todos os dias com o perfume nostálgico do seu passado feliz e quem lhe dera, pelo menos uma vez, voltar a sentir tudo aquilo. Se ela tivesse, nem que fosse só uma terça parte, daquilo que ela viveu ainda a habitar em si, ela seria capaz de deixar as suas folhas cairem e renasceria, como nova.