Se Deus me desse uma nova oportunidade

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E foi assim, da pior forma, que aprendi o que é amar e dar valor.
Guardei em mim todos os sorrisos que demos, todos os olhares tão sinceros, os ciúmes inocentes e tudo o que houve entre nós.
Guardei em mim toda a infinidade de momentos que partilhamos e que, muito sinceramente, foram os melhores que já vivi. Guardei em mim, desde as mais pequenas coisas até às mais marcantes. Não me arrependo de nada. Arrependo-me somente de nunca ter sido o suficiente para ti.
Não entendo, contudo, como é que fomos parar a este beco sem saída. Aliás, como é que eu fui capaz de vir parar a este beco? Parada, sem ação, frente a um muro maciço de tijolos, quase tão maciço quanto o teu coração.
Continuo a amar e continua a doer como na primeira vez. Continua a corroer-me e mesmo que às vezes me distraia e consiga até ser feliz, a dor continua ali, sempre. “Sentir dor é inevitável, sofrer é opcional” – aqui está o meu lema.
Eu gosto de acreditar que aconteceu tudo na hora errada e que o destino reserva para nós uma nova oportunidade, uma nova vida. Toda a fé vive em mim. A esperança apoderou-se de mim e eu vivo agarrada a ela como se nada mais existisse.
Guardei em mim todas as palavras que dissemos, todos os planos e todas as promessas. Guardei tudo religiosamente. Guardei em mim e com tudo isto vivo aproveitando cada momento, porém, à espera que batemos de frente um com o outro, sem caminhos para fugir, só eu e tu, novamente. Desta vez sem erros e sem divergências.
Guardei em mim toda a saudade que tenho de ti e morri engasgada. Infelizmente, continuei a viver. Guardei também todo o arrependimento que me devora dia a dia, jurando a mim própria que se Deus me desse uma nova oportunidade contigo, nunca cometeria um erro tão grande como o que cometi, nunca largaria a tua mão e daria a minha vida por um sorriso teu.
E foi assim, da pior forma, que aprendi o que é amar e dar valor.


Mais um erro meu.

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Eu sabia que não deveria acreditar.
Eu sabia, desde o início, que não deveria avançar nem deixar que te aproximasses. Sabia muito bem que não estava pronta para ficar sozinha e desapontada novamente. Reparaste? Desde início eu sabia que me deixarias sozinha e desapontada.
No fundo, eu sei que tenho forças para superar tudo isto e tenho até de sobra, mas custa sempre perder alguém que nos faz tão bem, não importa quanta força eu tenha. Porém, as forças, mesmo sendo muitas, estão a falhar-me agora e eu não sei o que estou a fazer com a minha vida, mais uma e uma vez. Não estou perdida, mas sinto a necessidade de pedir socorro a este silêncio tão barulhento, porque estou vagueando sem sentido e preciso de ser muito mais do que o que sou agora.
Sinto a minha falta. Diminui-me demais e é tudo tão trágico. Tu sabias que eu tinha muitos medos em mim. Sabias que eu sentia-me incapaz de gostar novamente de alguém e o meu coração estava frio demais. Sabias que eu não queria acreditar e que queria fugir de tudo. Sabias claramente e ainda assim fizeste-me conhecer tantos cantos teus, decorar pequenos detalhes; descongelaste este coração pequenino e fizeste com cada riso meu fosse novamente verdadeiro e apaixonado. O pior é que sabias de tudo, fizeste-me tão bem e no fim desapareceste sem tão só uma palavra, uma explicação.
O erro não foi teu. A culpa não foi tua.
Foi só e apenas estupidez minha pensar que poderia, em algum momento, dar certo. Ainda assim estou à espera, aqui, por ti.
Eu sempre acreditei demais e sentia ainda mais do que acreditava. Desta vez não é excepção.
Estou aqui à espera, ouvindo as nossas músicas. Vens? Demoras?