Sempre me doei demasiado às pessoas. Ouvia-as, ajudava, consolava e não me importava com mais nada. Foi por isso que por muitas vezes esqueci-me da minha vida e foquei-me nos outros, nos problemas dos outros e só me preocupava em ajudá-los e vê-los bem. Sempre me apercebi disto, mas guardava em segredo. Afinal de contas não quero medalhas, prémios ou diplomas por essas atitudes. Fazia-o de coração e não precisava do reconhecimento dos outros. Mas peço desculpa, eu sou humana e tenho sentimentos; é mais que óbvio que um pouco de gratidão da parte desses outros ficava bem. Pouco a pouco fui abrindo os olhos e percebi que mesmo que seja em segredo e mesmo que não queiramos medalhas, todos nós queremos que os outros nos ajudem também um dia quando precisamos e o grande problema está aí: eles acham sempre que é pouco o que fazemos por eles e acabam por fazer ainda menos por nós, ou não fazem nada. Foi por isso que ontem chorei. E antes de ontem. E na semana passada. E há duas semanas atrás também!! Foi por isso. Porque cometi erros ao ajudá-los. Julgava que fossem meros acertos não comemorados, mas afinal não, foram mesmo erros. Todo o respeito que tinha por essas pessoas deixei-o na estante a ganhar pó e aquele carinho que lhes dei foi em vão, por isso o restante que ainda existe dentro de mim eu vou metê-lo dentro de um envelope e guardá-lo dentro de da caixa onde estão as velhas cartas. Não vou correr mais atrás de ninguém. Posso ficar ali perto, dar um abraço de vez em quando ou esboçar um sorriso de simpatia, mas fazer sacrifícios por gente que me virá a empurrar de um abismo amanhã? Não, não farei. Para vossa infelicidade eu cresci. Eu não quero morrer santa, eu quero morrer feliz. Por isso vou chorar só mais uma noite para sentir o prazer de ser a última e amanhã, quando acordar, vou sair por aí e caminhar, faça chuva, sol ou vento; vou ser feliz e penso que não volto.
Escola, universidade e a vida de adulta.
Estou no 12º ano, infelizmente. Gostava de não abandonar já a escola, afinal de contas é o lugar onde eu basicamente cresci, onde fiz imensos amigos e vivi histórias das quais me orgulho e aquelas que um dia irei relembrar com lágrimas de saudade.
Contudo, a vida de "criança" um dia tem de acabar e cada um deve seguir a sua vida. Uma vida mais adulta, responsável e independente.
Falta um ano para que essa mudança bata à minha porta. Já ando a pensar o que quero fazer e para onde quero ir e cada vez mais desejo que o tempo volte atrás, pois muita coisa ficou por aproveitar.
Mas bem, preciso de desabafar isto com vocês. Quero sair da madeira e ir para o continente para um Instituto Politécnico, só que ... só que não faço a mínima para onde vou! Por um lado está a Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, e por outro está a Escola Superior de Educação de Portalegre.
Só tenho um ano para pensar nisto. Preciso de pelo menos mais dez e só me resta um. Um!? Oh Meu Deus ...
Contudo, a vida de "criança" um dia tem de acabar e cada um deve seguir a sua vida. Uma vida mais adulta, responsável e independente.
Falta um ano para que essa mudança bata à minha porta. Já ando a pensar o que quero fazer e para onde quero ir e cada vez mais desejo que o tempo volte atrás, pois muita coisa ficou por aproveitar.
Mas bem, preciso de desabafar isto com vocês. Quero sair da madeira e ir para o continente para um Instituto Politécnico, só que ... só que não faço a mínima para onde vou! Por um lado está a Escola Superior de Comunicação Social, em Lisboa, e por outro está a Escola Superior de Educação de Portalegre.
Só tenho um ano para pensar nisto. Preciso de pelo menos mais dez e só me resta um. Um!? Oh Meu Deus ...
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