O mais profundo desabafo.

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Sem chão. Sem ar. Não há palavras para explicar o que aconteceu. Este é o desabafo mais sincero que tenho nos últimos meses e é precisamente aqui que o tenho pois ultimamente sinto que ninguém irá entender-me.
É um cansaço muito forte aqui dentro. Dentro de mim,da minha vida e da minha rotina chata. O tempo não passa. Os meus dias são iguais e esta dor torna-se cada vez pior. Todos à minha volta não percebem que estou piorando aos poucos, que estes sorrisos já não têm nada dentro deles e que esta aparência de rapariga que supera tudo está a ser apenas um disfarce que esconde as noites que passo a chorar. Mas quem se importa mesmo? Quem se importa se sou ignorada, traída ou esquecida? Quem se importa se sou deixada de lado? Quem se importa sequer? Ninguém. Absolutamente ninguém.
Poderia dizer que sou forte, pois mesmo magoada e traída pelas pessoas que considerava amigos verdadeiros, eu ainda estou de pé. Estou de pé mesmo sendo ignorada. Tento ser invível. Aguento com tanta gente falsa e continuo a caminhar mesmo que nada mais em mim esteja bem e no devido lugar. Mas isso não faz de mais forte. Não mais. O que faz de mim forte é que por de trás de tudo isso, ainda existe alguém capaz de amar e de dar o seu melhor. Por de trás deste medo, ainda existe alguém capaz de levantar-se, perdoar e continuar a ser sincero.
Estou aqui para reivindicar a favor da amizade e do amor, por mais que eles já me tivessem traído. Por mais que eu duvide deles. Eu estou aqui pronto para aceitá-los. Sou a seu favor.
Será que nos dias de hoje e nesta sociedade, ainda há alguém capaz de entender o outro sem julgar?


Chorar alivia, certo?

16 comentários:
Eu não fui ensinada com amor. A vida ensinou-me a ser assim da pior forma. Ensinou-me com trancos e barrancos e as feridas das minhas quedas ainda não sararam. Nada amortece a queda, pois ela é sempre inesperada. Eu caí e ainda estou no chão. Pôr-se em pé não é fácil, mas sei que devo lutar todos os dias e por muito que queira ficar na cama a afogar as lágrimas em chocolate, tenho que me levantar e sair à rua com um sorriso do tamanho do mundo. Aquele maldito sorriso forçado e vazio.
A questão é que estou abatida pelo facto de a minha vida ser um porto de passagem para algumas pessoas. Aparecem, viram tudo do avesso e depois vão embora sem sequer se importarem com os estado em que me deixam. Mas por muito que eu chore ou grite, eu quero mesmo que elas vão embora. Na verdade, quem decidiu ir embora nunca tencionava ficar e gente dessa eu não preciso na minha vida.
Eu não sou "gente grande", mas o facto de eu trancar-me no quarto e chorar, sozinha, não faz de mim fraca. Tudo isto resulta. O lema é "Chorar rios, rir marés".