Eu surpreendi-me comigo mesma em questão de chegar a conclusão de que realmente eu vou desistir. Eu fui forte durante um ano e poucos meses. Todo esse tempo criando cenas e reencontros que sabia que não iriam acontecer. Era o meu amor platónico do qual tinha me entregado por completa. Chega ! Estou dizendo adeus à esse amor, sem me arrepender. Eu nunca havia feito isto. Deixar lembranças e grandes sorrisos para trás nunca foi o meu forte, mas desta vez, eu preciso mesmo de fazê-lo. Desta vez, sem arrependimentos.
Um fim, para começar.
Nada do que eu sinto é perfeito. Eu admito que gostava de mudar os meus sentimentos por ti, mas de certa forma eu própria faço para que eles cresçam mais e mais. Inocentemente eu acreditei que as coisas pudessem resultar e a questão é exatamente essa, somente eu acreditei, por isso é que dói tanto e tu nunca irás entender. Eu poderia te culpar de tudo, mas não, simplesmente tenho uma certa pena porque jamais irás saber quanto carinho e amor perdeste, quantos beijos de madrugada deixaste escapar, quantos "eu te amo" não soaram. Perdeste, perdeste porque assim quiseste. Eu te amo e sabes disso. Preciso de te ter a meu lado. Preciso das tuas chamadas matinais que há muito já não recebo, dos "bom dia" que já nem te importas em dar. Prometi não te deixar e não desistir tão facilmente, mas prometeste que estarias sempre comigo e agora abandonaste-me (novamente).
Cansei de me humilhar por ti, de correr atrás de ti em vez de caminhar a teu lado. Este amor é um suicídio, magoa mais e mais e vai me matando aos poucos. Sinto-me idiota por ser sempre como tu queres e por pouco não me tornei escrava desse teu suposto amor. Depois de tanto correr atrás, percebi que não vale a pena, pois é ridículo da minha parte implorar um amor que, provavelmente, nunca existiu. Já não irás saber mais de mim e caso o queiras, irás procurar. Eu desisti de tudo e espero que te acostumes.
Estive, durante muito tempo, no lugar errado tentando acertar o que sempre foi errado. É como pedir espaço numa casa lotada: inútil.
Tu sabes, desisti não por ser fraca, mas sim porque fui forte por muito tempo, lutando sozinha numa guerra que já estava perdida.
Estúpido egoísmo !
Pensei que o facto de estares longe de mim seria fácil de ultrapassar, mas vou te contar um segredo já há muito desvendado: não é. Talvez para ti nem seja nada, para mim é doloroso acordar e saber que não irei receber o teu bom dia, saber que não me irás ligar durante o almoço e que já não estarei mais contigo no fim de semana; mata aos poucos, é desgastante. Sinto falta de ver o teu sorriso, sinto falta até dos teus defeitos ... todas essas manias irritantes. Diz-me porquê, porque é que antes aquilo me irritava profundamente e hoje me faz tanta falta ? Agora que te foste, metade de mim é um vazio e a outra metade ... a outra metade é um vazio também, mas esse alimenta-se de saudade. Como me livrar desta nostalgia ?
Eu queria que desse certo. Queria aquelas coisas clichés e melosas que tu odeias. Nós lutamos juntas e agora encontro-me sozinha sem saber que caminho seguir, pois sei que qualquer que siga, já nenhum me levará até onde te encontras. Lutava para ter a tua presença e recebia em troca esta distância. Aparentemente fazias tudo pelo contrário, como se de propósito, mas ainda assim, acho que se tivesse te dito para me deixares ir, talvez pela lógica do contrário tu irias ficar, mas não, irias embora pois esse era o nosso destino prescrito.
E tudo o que eu fiz desde o dia em que te conheci foi por ti. Tu poderias ter feito algo por mim também, mas preferiste o egoísmo e todas aquelas pessoas que nem sabem te dar valor. Hoje queria relatar todos os meus feitos, escrevê-los numa folha e entregar-te; jogar-te na cara tudo e fazer-te perceber quão monstruosa foi a tua atitude, mas sinceramente ? Eu ainda te amo de tal maneira que não consigo te fazer mal nenhum, mesmo que me tivesses feito sofrer de tal maneira.
Eu pensei em nós em vez de pensar em mim, preocupei-me em te agradar e esqueci-me de cuidar de mim. Mas já se foi o tempo em que tu me ouvias. Já lá se foi o tempo em que eu significava alguma coisa para ti. Mas nunca me respondeste a uma questão que, mesmo passado tanto tempo, ainda me tortura: como pudeste chamar-me egoísta quando o mal foi feito por ti ?
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